Home
Quem somos
Nossas conquistas
EXS / TV
FOTOS
FOTOS II
Nosso Recado
Jornal do clube
Pais e Filhos - Dicas
Quiz


(extraído da enciclopédia dos pais modernos)

1. Procure dialogar com seu filho


Encontre tempo suprima alguma atividade menos importante - mas procure dialogar com seu filho, procure conhecê-lo. Não seja um estranho, em relação a ele. Conheça sua dúvidas, seus ressentimentos, seus ideais. Seja franco e conquiste-lhe a franqueza. Verá então a atarefa imensa que tem pela frente quando o jovem, abrindo-se naturalmente em confidências, revelar a necessidade de conselho, de aviso prudente ou  da palavra de estimulo. Não há paternidade digna desse nome sem esses colóquios a dois entre pai e filho. A sua natural intuição, o amor pelos filhos, fará com que encontrem imagens e exemplos indispensáveis a uma educação verdadeira.

2. Em lugar de "sermões" imponha-se perante seu filho pelo exemplo


"Estou cansado, que dizer a este menino que não deve proceder assim" - eis o que acontece tantas vezes. Pouco importa o discurso que fazem, o "sermão" que pregam contendo longas "lições de moral". Cai tudo no vazio ou, como se diz, "entra por um ouvido e sai pelo outro". A causa freqüente desse desastre é a falta de exemplos, ou antes, os exemplos negativos que os pais dão aos filhos. “Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave do que o exemplo: persuade sem retórica, reduz sem porfia, convence sem debate, todas as dúvidas, desata e corta, caladamente, todas as desculpas.·”.

.3. Não seja do tipo “ditador” ou do tipo “liberal”, seja apenas “democrata” na educação de seu filho


A criança precisa da autoridade materna como se precisasse de luz em um quarto escuro. A ordem, a permissão ou a decisão do adulto é garantia e apoio ante a natural necessidade de segurança da criança. Na adolescência a autoridade dos pais presta melhores serviços na área da formação da personalidade moral. Mas a autoridade ditatorial impede, em qualquer idade, o desabrochar da vida em toda a sua riqueza de manifestações e revoltas das mais destruidoras. Autoridade moderada é o ideal. Autoridade que não impede iniciativas originais ou típicas da personalidade em formação, que não abafa tendências, que não torce artificialmente os galhos da plantinha nova ou do arbusto nascente, mas que se exerce serenamente na hora do erro e do perigo. Os pais e mães liberais enfraquecem os comandos da educação, tudo permitem e com tudo concordam. Alguns chegam a ter aversão às ordens negativas – não sabem dizer não, não sabem proibir. Criam, com facilidade, uma filosofia educacional sem qualquer fundamento lógico e sustentam que é preciso não gerar complexos na criança ou no jovem, que é preciso evitar frustrações. Não há qualquer lógica neste procedimento porque, a criança e o jovem precisam da decisão do adulto.

4. Não procure ser apenas “camarada” do seu filho. Seja pai


Existem pais que se transformam em autênticos colegas dos filhos. De tal forma chamam a si o exercício do companheirismo que já não se distingue os pais camaradas. Eles tentam ficar ao nível mental dos filhos, de tal forma que quando a autoridade paterna se torna necessária já não pode ser encontrada, desaparecendo qualquer comando ou direção. O pai “camarada” dificilmente castiga o filho. Sim, o pai deve ser democrata. Mas nem por isso deve perder a ascendência que a natureza lhe atribuiu. Como muito bem já afirmou alguém, “amigos podemos ter muitos, pais temos apenas um”. A figura do pai, por imperativo natural, há de merecer sempre respeito e obediência.

5. Evite os exageros do pai “coruja”


É preciso distinguir entre amar ao filho e essa perigosa manifestação de orgulho exacerbado que leva os pais, freqüentemente, a apresentar o filho como ser diferente do que em verdade é. Cria-se o tipo de criança vulgarmente designada como “sonsa” capaz de fingir um comportamento que não tem longe da vista dos pais.

6. Estimule seu filho em lugar de ajudá-lo demais


A ajuda materna ou paterna é indispensável somente quando a criança não encontra os meios ou as forças necessárias à realização da tarefa que recebeu, ou á execução de objetivos que tenha em vista alcançar. É preciso que os pais observem as possibilidades do filho, para não adotarem no seu lugar dispensando-o de qualquer esforço. A educação é um processo contínuo de afirmação da criança e consiste, justamente, em extrair dela o que existe em potencial. Estimular o filho, encorajá-lo a superar dificuldades, premiá-lo por isto, eis o grande papel dos pais. Energias novas, maior entusiasmo, surgem depois e um esforço bem sucedido e quando a criança verifica que a vitória foi toda sua. Uma errada orientação neste terreno pode ser responsável por conseqüências desastrosas na formação da personalidade. Além da hipótese  de a criança sentir-se eventualmente abandonada quando lhe falta ajuda, é de crer-se que grande numero de retardamento, com graves implicações, advêm de erros de educação neste particular.

7. Não force seu filho a atingir um nível intelectual que não lhe é próprio


Os pais devem conhecer o nível intelectual de seus filhos. Para isso os testes são de grande utilidade. Mas ás vezes, perfeitamente compreensíveis, os pais forças os filhos a prosseguirem nos estudos até limites que não estão aptos para atingir. Tenho tomado conhecimento de desajustes domésticos e sociais da mais alta gravidade ocasionados  pelo fato de que os pais vêm forçando o filho a completar estudos secundários ou superiores.

8. Os pais devem agir sempre de comum acordo


Em lares bem construídos nada levaria a supor que o desacordo sobre o que devem ou não devem, podem ou não podem fazer os filhos, viesse a causar prejuízos tão graves. EX. Um rapaz de 15 anos que atropelou e matou uma criança disse: “Mamãe sempre brigou comigo, mas o papai várias vezes me entregou as chaves para que eu lhe comprasse cigarros”. É preciso salientar que em tudo o que se passa no lar – o horário de televisão permitido, o regime de diversões dos filhos, o horário de repouso e estudo -  a criança está permanentemente atenta e preparada para tirar vantagens (ou o que ele pensa que são vantagens) do desacordo manifesto ou disfarçado dos pais.

9.Evite antagonismos com seu filho


Uma solução democrática permite o debate de idéias entre pais e filhos. Esse debate é natural, e, talvez se possa dizer inevitável. Na adolescência o jovem experimenta intensa turbulência interior e anseia comprovar, testar, discutir e, muitas vezes, afirmar, violentamente, os juízos de valor que vai elaborando em contato com as idéias, os fatos, a experiência da vida. Instintivamente sabe que trará ao mundo uma contribuição nova em idéias e comportamentos, porque tudo evolui,  tudo muda e esta é a primeira noção que a vida encara, encarrega de lhe fornecer. Por tudo isto o jovem freqüentemente entra em conflito, primeiramente com os padrões domésticos que ele considera retrógrados, passando ao ambiente externo, á convivência com os amigos, procura a liderança de algum deles, se não for o caso de afirmar-se ele próprio como líder. O pai que sabe disso, procede inteligentemente.  Enfrenta serenamente, transigentemente, o debate de idéias. E, acima de tudo, admite que o filho “possa ter alguma razão” porque tudo está em perpétuo movimento, em continua evolução. Os pais devem saber que essa fase de intensa turbulência é passageira e rápida e que vale ser compreensivo, transigente, hábil.

10. Disciplinar para educar, não para punir


Os pais devem utilizar o castigo como forma típica de educação, ou seja, atuação construtiva e não destruidora. O castigo rigorosamente justo e firmemente aplicado já é, por si, um meio de reeducar. Se a criança já tiver idade para compreender o sentido , o ato disciplinar, qualquer castigo físico perde totalmente a sua finalidade educativa e deve ser substituído pela privação de vantagens. Na primeira infância -chamada idade da objetividade – os tapinhas e as palmadas moderados são, ainda meios mais eficazes. Na adolescência o problema se complica. Não se aplique, mais,a um adolescente o castigo de suspensão ou perda daquilo que – o mundo interior que vai construindo, no isolamento natural que eles procuram – represente sonho ou evasão: a musica, a leitura, o desenho. Tanto quanto possível o adolescente deve ser convencido do erro que praticou e da justiça do castigo que recebe, Nessa idade não se deve castigar na primeira falta. Feita a  necessária advertência dê-se ao adolescente uma oportunidade de provarem que merecem a confiança dos pais.


Se seu filho insiste em desobedecer, você pode estar falando o que não devia.

Veja 9 frases vetadas por especialistas:

Na luta por colocar limites em seus filhos, pais podem notar que algumas táticas estão longe de causar o efeito necessário. Na verdade, algumas atitudes chegam a acarretar o resultado contrário. Antes de culpar as crianças, os pais devem prestar atenção se estão dando bronca direito – e “direito” não significa com cara de bravo ou com ameaças assustadoras. Muito pelo contrário. Ações como gritar excessivamente e bater são vetadas por psiquiatras, psicólogos epsicopedagogos. De acordo com Içami Tiba, autor de “Disciplina: Limite na Medida Certa” (Integrare Editora), as crianças aprendem com o que os pais fazem. Se eles batem na criança, “o filho aprende a linguagem da violência”. A psicopedagoga Larissa Fonseca afirma que tanto gritar quanto bater demonstramfalta de controle pessoal dos pais, o que é bastante danoso para a criança.“Gritar é mostrar que a criança te afetou – e ela adora isso”, afirma Larissa.Leila Tardivo, professora do Instituto de Psicologia da USP, explica que as crianças, como todas as pessoas, precisam de atenção. “Se os pais só olham para a criança quando ela faz algo de errado, ela continuará fazendo isso”, fala. Na opinião de Dora Lorch,psicóloga e autora do livro “Superdicas para educar bem seu filho” (EditoraSaraiva), educar é passar por certos desconfortos. Ou seja, dar bronca é chato e prometer um chocolate para a criança parar de chorar parece bem mais fácil.Só que os pais precisam estar preparados para se posicionar quando as desobediências acontecem. Mas como se posicionar corretamente? Consultamos especialistas que resumiram 9 frases que não devem ser ditas para a criança.

 1.“Não te amo mais”
“A criança é muito mais frágil que o adulto. Tudo que se fala ganha uma dimensão maior”, comenta Dora Lorch. Portanto, ouvir uma frase destas da bocados pais pode causar estragos. Larissa Fonseca explica que esta falta de aceitação pode ser muito forte. “A criança não consegue entender a complexidadedo mundo, e alguns adultos não têm consciência disso”, diz Larissa.

 2.“Você é feio”
Xingamentos e palavras feias podem afetar a formação da autoimagem, explica Leila Tardivo. Repetidos excessivamente, também podem ser considerados violentos. Larissa Fonseca aponta que existe uma diferença sutil, mas essencialentre “você é feio” e “o que você acabou de fazer foi muito feio”, que desloca o adjetivo negativo para a ação e não para a criança.

 3.“Vou te matar”
“O que traz a educação é a firmeza, e não a agressividade”, diz Içami Tiba. Ameaças do tipo servem apenas para criar medo nas crianças, o que, segundo o psiquiatra, não leva a lugar algum. “O medo não educa, só traumatiza”, diz Içami. A longo prazo, a intimidação tampouco é efetiva e esvazia o discurso dospais, já que eles obviamente não vão cumprir o que prometeram. “Primeiro, as crianças sentem um desamor muito grande. Depois, quando descobrem que as ameaças não funcionam, não levam mais os pais a sério”, afirma Dora Lorch.

 4.“Nunca mais te trago aqui”
Como a noção temporal das crianças é diferente, as punições precisam ser imediatas. Este tipo de ameaça também não faz efeito por ser mentirosa. “As crianças sentem que estão sendo enganadas. E isso não faz bem para elas”, diz Larissa.Dora Lorch aponta que ameaças do tipo, assim como “você nunca mais vai ver televisão” ou “nunca mais vou falar com você”, passam uma ideia ambígua para criança, o que prejudica a sua formação moral.

 5.“Você puxou o seu pai” ou “Você é igualzinho a sua mãe”
Quando os pais estão separados e há algum conflito entre ambos, não é nada saudável usar este tipo de frase. Segundo Leila Tardivo, as crianças entendem que elas são parecidas com a parte rejeitada – e se sentem dessa forma.

6. “Se ficar bonzinho, dou um chocolate para você”

Comportar-se bem, arrumar o quarto, guardar os brinquedos ou fazer a lição de casa são responsabilidades dos filhos, por isso eles não precisam ganhar nada em troca quando fazem isso. Quando os pais fazem estes acordos de maneira repetida, os filhos podem achar que não se tratam de deveres. “A criança precisa aprender a fazer as coisas por responsabilidade, e não porque vai ganhar algo”, diz Larissa.

 7.“Para com isso, todo mundo está olhando!”
Esta frase é mais fruto do embaraço dos pais que um tipo de bronca para os filhos. Segundo Içami Tiba, ela também passa a mensagem da “campanha da boa imagem”, quando a criança só tem que parecer educada para os outros. “O que os pais estão falando é um problema deles. As crianças não ligam para o que os outros estão vendo”, explica.

8.“Fica quieto!”
No geral, as crianças tendem a atender ordens mais específicas. Quando escutam frases como esta, elas se confundem. “Ela não sabe se é para parar de falar, de pular ou de fazer o que está fazendo”, diz Dora Lorch. Os pais devem apontar exatamente o que eles gostariam que a criança fizesse.

9.“Limpe já seu quarto, senão você vai ficar de castigo”

“Quando um adulto coloca um ‘senão’ do lado de suas ordens, isso quer dizer que ele não acredita muito nelas”, diz Dora Lorch. Isso demonstra que os próprios pais já estão negociando, o que faz com que as crianças não respeitem as ordens dadas. Os “senões” só podem aparecer quando a criança questionar muito.“Firmeza é dizer que não pode, e não poder mesmo”, resume Içami.

“EU NÃO GOSTO DELE PORQUE É BOM, MAS PORQUE É MEU FILHO”